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domingo, 22 de abril de 2012

Rollercoaster

Essa vida de jornalista me cansa. E me faz querer mais a cada dia. Mas às vezes apenas me cansa. Ultimamente tem sido assim o trampo, uma montanha-russa. Se estou em baixa, do nada, faço uma matéria muito boa, sou elogiado e logo me sinto 100 dólares. Mas, infelizmente, o contrário também acontece. Estou lá no alto da montanha-russa, apreciando a vista, tranquilo, quando mando mal, me cobram, e botas pesadas é o que tem no fim da queda.

Espero, sinceramente, um dia conseguir ficar uma semana inteira no alto da montanha-russa. Não me leve a mal, acho que tratamento de choque é importante, eficaz e, acima de tudo, necessário. Já levei algumas chacoalhadas no trabalho. Ainda levo, mas cada vez menos, ou em intervalos maiores. E depois de uma semana no alto, quero ir pra um mês, e depois pra dois...

Botas pesadas sempre vão estar no caminho. A ideia é sempre conseguir deixá-las mais leves o mais depressa possível. Quem sabe não fico um semestre inteiro apreciando a paisagem do topo da montanha-russa mais alta?

Ponto alto: baias populares
Ponto altíssimo: Robert e o afago do taxista
Ponto baixíssimo: Molhe

Objetivo pra amanhã: pelo menos deixar o ponto acima da média!

domingo, 1 de abril de 2012

Em busca do lead perfeito

Na faculdade sempre me disseram que você tem uma chance pra fisgar o leitor. Apenas uma. Se perder a chance, já élvis. Abrááás! E o teu contra-cheque chega no final do mês, mas jornalista escreve por um motivo: ser lido!

E também sempre achava que essa chance de fisgar o leitor era no título, ou no subtítulo. Mas descobri que é no tal do lead, o 1º parágrafo maldito da matéria. E se o leitor não se cativa nas primeiras linhas, adeus.

Mas contar toda uma história em cinco ou seis frases me parece um parto. Se demoro 30 minutos pra escrever uma matéria, demoro mais 30 só pra escrever o lead. No papel parece fácil, basta responder seis perguntas: o que, quem, como, quando, onde e por que. Na realidade não é bem assim, pelo menos pra mim.
Todos os dias estou em busca do lead perfeito, principalmente nesta última semana que me botaram pra trampar de manhã ao invés da tarde. Sei que não vou topar com o lead numa esquina me esperando com um cartaz escrito “não me abandona jamais”. Seria utopia. A prática leva a perfeição, e pelo jeito até hoje jornalistas de 20 anos de ofício ainda praticam. Devo começar a praticar agora. Ou melhor, ontem! Um lead aceitável, pra ontem!

Nota mental: se o título responde a pergunta oque do lead e o subtítulo responde a pergunta quem e quanto, o lead ainda assim terá que responder essas perguntas. E ainda mais mastigadinho!

Hey ho.... Let’s GO!!!!

quarta-feira, 7 de março de 2012

Sobrevivendo a cada dia


Tenho que reviver o blog. Só porque comecei a trampar não quer dizer que eu deixei de ser blogueiro. Mas eu sei que isso é uma pseudo-profissão, por isso coloquei pseudo-desempregado, entre outras coisas. Ah é, tenho que mudar isso no meu perfil.... .... pronto, empregado e repórter do DIARINHO =]

Comecei há quase um mês, mais precisamente no dia 13 de fevereiro, uma semana antes do Carnaval. Que dia pra começar a trabalhar hein! Era uma segunda como outra qualquer, mas o fim dela seria completamente diferente de qualquer coisa que eu tenha feito na minha vida. Já fiz intercâmbio, já morei longe dos pais, mas nunca morei sozinho, especificamente falando. E agora estou. Tá certo que é uma maravilha de lugar, um apê de frente pro mar na Maravilha do Atlântico ou na Califa Brasileira, ou Balneário Camboriú como poucos conhecem =P

Apesar de agora eu poder falar “eu moro onde você passa as férias”, nem tudo são flores. Tenho um emprego, pessoas divertidas trabalham lá, mas voltar pra casa e não ter ninguém te esperando é outra coisa. Principalmente numa cidade onde você não conhece ninguém e não tem uma turma de amigos pra sair durante a semana.

Saio de casa pra trampar às 13h00 e as vezes chego a voltar pra lá só as 21h00. Por causa disso resolvi fazer pequenas rotinas no cotidiano pra que, o pouco tempo que eu passe em casa acordado, eu esteja fazendo alguma coisa pra ocupar a cabeça. Isso é muito bom, deixei de jogar videogame e de assistir televisão, estou lendo páginas e mais páginas de livros toda dia, vejo filmes de noite, cozinho, corro na praia, nado, lavo roupas, falo com namorada pelo telefone, falo com os pais pelo telefone, dou uma geral na casa, toco violão, enfim. Muitas coisas pra se fazer em pouco tempo. Ótimo.

Espero que continue assim por muito tempo pra que eu não me pegue em flagrante remoendo o passado. Não me leve a mal, minha vida era maravilhosa. Pense comigo: jogava videogame todo dia, baixava filmes, ia até a casa da namorada a qualquer hora e comia pipoca vendo uma série no PC, jogava futebol com os irmãos, pulava na piscina, abraçava meus bichos, dormia tarde e acordava mais tarde ainda. É uma vida de ócio maravilhosa, mas mudar é necessário. Eu só não sabia que iria mudar tão drasticamente.

Qualquer mudança é difícil, mas a maioria delas são necessárias.

E assim eu vou sobrevivendo a cada dia. Aquela série do Multishow Morando Sozinho é uma forma muito bonita e muito cômica, mas não chega perto de relatar a realidade. Pelo menos não a minha.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Bem feito, Luiza do Canadá!

Fico um pouco triste e um pouco feliz quando vejo a notícia no site da Folha de São Paulo dizendo que Luíza pode perder o ano escolar pois voltou mais cedo do Canadá. Triste porque ainda insistem em colocar a Luiza (que num futuro absurdo vai mudar o sobrenome para "do Canadá" ) sob o holofote da mídia. Ela não é cantora, autora de livro, apresentadora, modelo, jogadora de algum esporte, não é nada! Mas ainda insistem. Nem vou entrar no mérito do dia em que a tal foi até os estúdios do Jornal Hoje.

A parte feliz da matéria é que a Luiza pode vir a se ferrar. Quem falou pra ela voltar mais cedo? Só pra não perder a chance de virar sub-celebridade (porque sabe que do jeito que aparece, desaparece também)? Perdeu 3 provas e agora quer fazê-las aqui em território nacional. Eu espero que não consiga, pra ver se aprende com os erros. Pior é ela dando entrevistas e o Brasil querendo saber o que uma garota de 17 anos vai fazer agora que virou hit na internet. Não vai fazer nada de diferente que uma outra garota de 17 anos que não se acha celebridade faria.

Pelo menos ainda há um pouco de esperança no fim do túnel. Enquanto a Globo se afunda nessa história de Luiza no Canadá, o SBT ataca sem dó. Palmas pro SBT, e para o Carlos Nascimento que falou bonito.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A favor da pirataria, sempre!

Descobri hoje mesmo que há um site que "estuda" os torrents que estão no ar por aí. O site chama-se Torrent Freak. Foi esse mesmo site que divulgou hoje uma lista dos filmes mais baixados do ano de 2011. Em 1º lugar está o filme Velozes & Furiosos 5 - Operação Rio. Sim, foi filmado aqui no Brasil, na cidade maravilhosa. Imagino que boa parte dos mais de 9 milhões de downloads do filme devem ter acontecido em terras brasileiras.

Ao contrário do que eu imaginava a princípio, o site é a favor da pirataria e ainda divulga notícias para dar força ao movimento pró-pirataria. Os Estados Unidos estão com um projeto ENORME para conter a pirataria, chamado SOPA - Stop Online Piracy Act - e, ao contrário do nome Torrent Freak, o nome SOPA é bonitinho, mas há mais que os olhos podem ver.

A ideia principal do SOPA é acabar com os torrents e downloads anônimos por aí. Porém esta não é a única. Caso o ato seja instituído, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos teria poder para restringir inúmeros sites de ficarem online, não apenas aqueles que divulgam downloads, mas também os que facilitam o uso de qualquer coisa que o autor - seja post, notícia, ou comentário - não possua os direitos, tendo assim poder legal para bloquear sites que julguem facilitar a quebra dos direitos autorais. Sites de fofoca estariam aniquilados, assim como todos outros websites de humor. Fotos que você não tirou, apenas achou em um site e julgou serem legais, não poderão ser divulgadas no facebook por exemplo. A maioria dos vídeos do youtube iriam desaparecer. E isso é só a ponta do iceberg.

Mas isso vai acontecer só nos EUA, a gente aqui do Brasil tá tranquilo, né?
Vai sonhando meu amigo. Não tá cansando de ver que tudo o que acontece nos Estados Unidos o Brasil tenta copiar. Tá cheio de político querendo engordar os cofres públicos não sei por que, já que somos o povo que mais paga imposto no mundo. Será que eles têm algum motivo pessoal para isso? Só sei que com um SOPA estilo brasileiro, os cofres públicos iriam engordar consideravelmente, já que para assistir um filme eu teria que ir até o cinema e gastar R$15,00.

Mas para não entrar muito nessa ideia do SOPA resolvi mostrar os meus argumentos a favor da pirataria. Sim, sou a favor da pirataria. Você que clica em "compartilhar" no facebook, sabia que isso pode ser considerado pirataria. Ridículo, não? Vai entender.

* Primeiro:
De um modo geral, pirataria não é um roubo. Digo isso devido a uma imagem que vi recentemente em um site de humor.


Veja que a ideia da pirataria não é roubar os outros, é copiar. Uma outra frase ridicularizava a ideia de que pirataria é roubo, ela dizia mais ou menos assim: "Imagine que seu carro foi roubado enquanto você dormia, mas quando acordou ele estava no mesmo lugar de sempre".

Assim como os chineses fazem um tênis da marca Hike e colocam um símbolo igual ao símbolo da Nike. Ou até mesmo o Hiphone da vida que muitas pessoas compram porque nem todo mundo tem $$$ de sobra pra comprar marcas como Apple, GAP, Rolex. É um substituto do original, e sim todo mundo sabe que não é tão bom quanto o original, mas é o máximo atingível para satisfazer as necessidades capitalistas com a grana que temos. Capitalismo feio!


* Segundo:
Um dos meus argumentos favoritos e contra este não há como contra-argumentar. Veja a foto.


Exato. Pirataria é uma forma de ajudar o meio ambiente. Até os políticos dos EUA estão pirateando na rede, os mesmos que estão votando a favor ou contra o SOPA. Uma das bandeiras mais importantes que carrego hoje é a de um futuro mais limpo e mais "verde". Pirataria atende estes requisitos. Se eu baixo um jogo de videogame e o acho muito bom, gostaria de jogar online e ter comigo para instalá-lo em meu computador a qualquer momento, eu compro. Senão eu deleto do PC. De que outra forma eu descobriria se o jogo é bom ou não? Está cada vez mais difícil alugar jogos para computador, exatamente por causa da pirataria, mas eles estão nas lojas à venda todos os dias.

* Terceiro argumento:
Pirataria é divulgação de cultura, é trazer pra perto todo tipo de cultura possível. Conheço dois artistas músicos que são pró-pirataria. Um deles eu conheço pessoalmente, a banda Smoochknob. Ganhei o CD e na capa estava escrito assim: "Divulgue a vontade. Faça uma cópia e presentei-e seus amigos". Claro que é uma jogada comercial, mas nas aulas de marketing o professor ensina que o melhor jeito dos consumidores descobrirem o seu produto é dando de graça, ou seja, com uma amostra grátis. Outra banda que é a favor da cultura livre é O Teatro Mágico. O cantor Fernando Anitelli é um dos precursores do MPB - Música para Baixar.


Em seus shows ele até brinca dizendo que se os softwares fossem livres, eles não teriam tantos problemas.


O músico pode ganhar fazendo shows e se realmente for bom e cativar o ouvinte, este vai comprar o CD original, principalmente para ter a sensação de que está ajudando a banda. Eu mesmo vi o show inteiro da banda O Teatro Mágico no youtube e duas semanas depois estava com o DVD original na minha estante.

* Quarto e último argumento:
Muitas coisas estão restringidas geograficamente. A internet anula as barreiras geográficas e traz para perto do internauta tudo o que quiser. Eu mesmo nunca teria visto uma série chamada How I Met Your Mother se não fosse os downloads dos episódios disponíveis na internet. Esta série não passa aqui no Brasil, apesar de ser a 5ª série mais baixada em 2011.

Nunca ganhei dinheiro com a pirataria, só divulguei e utilizei-a para uso pessoal. Já comprei roupas em camelódromos, principalmente camisetas de futebol, hoje não faço mais isso. Não porque sou contra a pirataria, mas não sinto mais vontade. Os filmes que eles têm para vender no camelô eu baixo se quiser e assisto se quiser, de graça. É a cultura livre no mundo de todos para todos.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O jornalismo podia ousar mais

Depois de 4 anos na faculdade de jornalismo é impossível ver os telejornais com os mesmos olhos. Assim como  um estudante de cinema não consegue assistir um longa-metragem sem observar os detalhes intrínsecos da película.

Eis que começo a pensar num "programete" da RPC que passa durante o jornal no horário do almoço. No papel a ideia me parece genial, inovadora e promissora. Trata-se de uma mulher que anda de bicicleta pela capital curitibana com uma câmera acoplada no capacete enquanto ela descobre os cantos diferenciados da cidade. Imagino que o objetivo do quadro seja mostrar a cidade de uma forma inovadora, cantos desconhecidos, celebridades do cotidiano, e ainda mostrar que a cidade pode ser desbravada utilizando um meio de transporte barato e amigo do ambiente, a bicicleta.

O problema é que há uma equipe que acompanha a dita cuja (andando de carro) coletando imagens e sons, transformando o que era pra ser um quadro inovador em "mais um quadro curitibano", porém com uma repórter sob duas rodas. A câmera acoplada no capacete nunca foi utilizada no programa, perdendo a sua utilidade e deixando o quadro ainda mais normal. Na minha opinião a repórter tenta ser uma pessoa irreal, conversando com todos e sendo gentil além da conta. O típico curitibano não é assim. E pra completar ela não desvenda uma cidade que poucos curitibanos conhecem, ela fala sobre o óbvio e de maneira pouco informativa.

Acredito que o programa poderia ser bem mais atrativo se fosse apresentado de uma forma diferente.
* Primeiramente, utilizar a câmera do seu capacete e fornecer mais uma câmera de mão para a dita repórter.
* A repórter iria descobrir, de fato, uma nova Curitiba, a que poucos conhecem. Como assim Robert? Já viu as figuras que o ilustríssimo mestre Zeca - José Carlos Fernandes - da Gazeta do Povo entrevista? Digamos que esse seria um exemplo de possíveis personagens para a "nova Curitiba".
* A repórter utilizaria a câmera de mão enquanto fala com as pessoas ao longo da viagem - mais ou menos como o Bruno de Luca faz no Vai pra Onde? no canal Multishow (mas sem a equipe técnica auxiliando).
* Ao final da reportagem poderia fazer uma estimativa de quanto economizou de $$$ utilizando a bicicleta ao invés de um carro ou mesmo ônibus.

Enfim, o novo jornalismo, da forma como eu vejo, deve ser ousado e sem medo de errar. É errando que se aprende, não é mesmo? As imagens e os sons desse novo quadro não seriam de primeira qualidade, mas no que falta qualidade, extrapola criatividade e curiosidade. Filma um dia no ParCão, outro dia vai até o Boqueirão. Curitiba é enorme e com certeza há coisas novas a serem mostradas no jornal de meio-dia. A RPC poderia ousar mais, ela tem nome e recurso, será que tem a coragem?

Dito isso, descreverei agora um quadro novo que tive a ideia, e como devemos sonhar alto, acredito que este quadro passaria raramente (digamos uma vez por mês, ou até menos, duas vezes por semestre) no Fantástico. Na verdade não sei se é uma ideia nova ou se é uma ideia reinventada, ou até copiada, sinceramente não sei. Só sei que é um tanto quanto mórbida e diferente. Mais uma vez, será que alguém tem coragem de fazer isso?

Trata-se de um quadro de + ou - 10 minutos. Um fundo preto, uma luz focada em uma poltrona vazia. Eis que entra em cena uma celebridade (seja músico, ator, político, escritor), senta-se na poltrona e profere as palavras:
Meu nome é __________________ e eu acabei de morrer.
Começa exatamente assim sempre, cada vez com uma celebridade diferente. A grande sacada é que o programa tem que ser gravado tempos antes e deve ser guardado para ser levado ao ar no domingo (se for no Fantástico) que aquela celebridade morreu.

Por exemplo, agora que morreu o carnavalesco Joãosinho trinta. O programa teria que ter sido gravado há algumas semanas atrás com Joãosinho sentando na poltrona e dizendo: Meu nome é Joãosinho Trinta e eu acabei de morrer. Imagine a cara do telespectador ao ouvir isso do próprio carnavalesco! É um choque e tanto e cria uma polêmica ao mesmo tempo que cria uma curiosidade para saber o que ele vai falar. E assim Joãosinho Trinta iria dialogar com a câmera sobre sua vida, seu maior obstáculo, seus sonhos concretizados, o que gostaria de ter feito diferente, entre muitas outras coisas. A última coisa que Joãosinho iria responder, e assim toda celebridade que aceitasse fazer parte deste quadro, é a pergunta "o que gostaria de ouvir de Deus quando chegasse ao céu?". Mais ou menos como o fizeram com o Chico Anysio com o nome do quadro chamado "o que vi da vida".


A única diferença seria ele dizendo no início "Meu nome é Chico Anysio e eu acabei de morrer" e mostrar o programa só depois que ele falecer. Pronto, sem interferências de repórter, sem muita firula, bem assim. É muito mais impactante, e, acredito que num futuro, quando as pessoas descobrirem que tal celebridade morreu numa quarta, por exemplo, iriam pensar: "Quero só ver o que ela vai falar no domingo agora".

O programa é muito mórbido?
É, acho que sim. O brasileiro não tá acostumado a ver isso, aliás acho que ninguém está acostumado a ver isso, mas vale a pena tentar. Todo mundo sabe que os meios de comunicação estavam preparados para quando o Papa João Paulo II morresse para mostrar um telejornal inteiro só falando sobre ele. O próprio Jornal Nacional mandou o William Bonner para a Itália um dia antes da morte do papa. Isso não é mórbido também, ficar esperando o papa morrer?
Que celebridade iria aceitar fazer um programa assim, dizendo que morreu?
Olha, o programa piloto e os primeiros seriam muito difíceis de fazer. Acredito que com humoristas a taxa de aceitação seria maior. Mas a maior sacada seria conseguir com pessoas que estão lutando contra doenças ditas "incuráveis". Eu diria que o Lula é uma boa opção no momento. Na época que tive a ideia a melhor opção era José de Alencar que foi falecer uma semana depois.

O custo para fazer o programa é mínimo. Uma câmera parada, uma luz focal, uma poltrona e um fundo preto. Para ficar menos monótono, poderia-se usar closes do rosto, mãos, e alguns outros artifícios de televisão, como usam nos vídeos "I am second".


São dois programas muito parecidos entre si e bem parecido com a minha ideia (que eu já falei não sei se é nova ou se ouvi em algum lugar e só este ano veio a tona). A ideia deste post é alertar os meios de comunicação para serem mais ousados. Se existe telejornais com mulheres tirando a roupa, por que não fazer ousar de outras formas também?

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Para evoluir, volte no tempo

Quadrinho do argentino Quino
É assim que a sociedade pensa hoje em dia. Infelizmente. Valores morais, preocupação com o meio, com as outras pessoas; tudo é deixado de lado. Planos secundários. O cartunista Quino explica no final do quadrinho para o seu filho que "é importante que desde pequeno entenda como são as coisas". Não é o que um pai quer mostrar pro seu filho, mas um pai quer ver seu filho preparado para a sociedade, não?

Letra:

É um mistério para mim
Nós temos uma ambição que concordamos.
E você pensa que você tem que querer mais do que precisa.
Até você ter tudo, você não estará livre.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.

Quando você quer mais do que tem
Você pensa que precisa.
E quando você pensa mais do que você quer
Seus pensamentos começam a sangrar.
Acho que preciso encontrar um lugar maior
Pois quando você tem mais do que imagina,
Você precisa de mais espaço.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.

Tem aqueles achando, mais ou menos, que menos é mais
Mas se menos é mais, como você mantém um placar?
Quer dizer que pra cada ponto que faz, seu nível cai
É como começar do topo
Você não pode fazer isso.

Sociedade, sua raça louca.
Espero que não esteja solitária sem mim.
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim.

Sociedade, tenha piedade de mim
Espero que não fique brava se eu discordar
Sociedade, realmente louca
Espero que não esteja solitária sem mim
 
Sou a favor de que todas as pessoas devem fazer um "retiro" do mundo. Ficar uma semana afastada de tudo e de todos, sem contato com parentes, tecnologia, mídia, amigos, notícias, animais de estimação, vícios. Apenas vivendo, contemplando a si, olhando para dentro, expulsando problemas da vida em sociedade. Seria como uma meditação 24 horas por dia, 7 dias numa semana, sem parar. Apenas comida, o chão sob os pés, e o céu sobre a cabeça.

Só é necessário 7 dias para mudar a sua vida. Mas você sacrificaria tudo para conseguir tudo? O mal da sociedade é a própria. Para evoluir, precisa-se voltar no tempo de quando carro não era uma extensão do corpo, assim como os computadores não faziam parte dos nossos raciocínios e Deus não era papel-moeda.

Uni-vos sobreviventes.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

O terceiro lado da moeda

Os dois lados da moeda
Toda moeda tem 3 lados... o lado da cara e o da coroa. Esses dois lados são os que tomam a maior parte da moeda, porém há um terceiro lado da moeda. O lado do perfil, a lateral da moeda, que é a "minoria" da moeda.
O terceiro lado da moeda é que está sustentando-a na foto acima. E o que eu quero dizer com este 3º lado da moeda? Gostaria de explicar algo que não ficou claro no último post sobre as mulheres.

No mundo nós podemos generalizar (e quem nunca o fez?) o homem ou a mulher. O último post eu generalizei as mulheres. Falei que elas eram assim e pronto. Muitas delas são, conheci várias na vida já. Homens também são assim, com suas peculiaridades de homem e que muitas mulheres já se pegaram pensando "típico de homem". Aposto que há vários blogs por aí falando mal de homens e de mulheres, sempre os generalizando. Mas eu não gostaria de ser mais um blog. Afinal eu o criei com um propósito, e ninguém nunca quer ser mais um.

Como eu disse, há uma maioria de mulheres que são preto no branco. Tem as características que eu escrevi ontem. Essa é a maioria. Um lado da moeda. O outro lado da moeda seriam os homens que são como a maioria. E o terceiro lado da moeda, a minoria, é a exceção dessas características. Toda regra tem exceção, por que esta não teria também?

Cada um tem a sua opinião, cada um tem os seus princípios e a sua forma de julgar alguém. Cada um sabe a minoria que existe em seu mundo de amizades. No meu caso, meus amigos fazem parte do 3º lado da moeda, eles são minoria, caso contrário eu não os chamaria de amigos.

Digo o mesmo da minha namorada. Ela é uma em 7 bilhões (sim eu pesquisei no google pra saber quantas pessoas existem atualmente no mundo). Os fatos que eu escrevi ontem não foram relacionados à ela em particular, mas de outras pessoas que conheci ao longo de minha vida. Ela já buscou cerveja pra mim enquanto eu assistia um jogo de futebol, já cozinhou para mim, é parceira em ir para os bares do largo, adora ver UFC, ela até torce pro time dela mais do que eu torço para o meu. Ela é exatamente o contrário da maioria. Por isso que estou namorando com ela, senão ela seria mais uma que eu simplesmente conheci pelos caminhos da vida.

Há muito tempo (ou é o que me parece) ouvi uma frase muito boa:
Não adianta querer mudar o mundo, isso é impossível. O que você deve fazer é mudar a si e esperar que os outros também o façam para tornar o mundo melhor.
Com o post de ontem eu tinha em mente criar questionamento nas pessoas. Sou luterano, então eu adoro questionar as coisas. A namorada do Julio, meu amigo, comentou no post anterior que iria fazer uma auto-análise. Ótimo! É o que eu espero de todo mundo. Não necessariamente mudar as pessoas, mas provocar uma auto crítica. Eu também farei uma a meu respeito.


Eu espero ser, e continuar sendo, o 3º lado da moeda para minha namorada e para os meus amigos. Não quero ser mais um, você quer?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Momento machista: quero o "damalheirismo"

Quinta-feira é meu dia de macho. Jogo futebol, jogo videogame, converso com outros homens (muitos casados) sobre a vida de homem e, claro, falamos besteiras que nunca seriam ouvidas, e até desmentidas, se perto de uma mulher. E você que é mulher, não venha me dizer que você não faz isso quando está entre mulheres porque eu sei que acontece. Enfim, hoje é quinta e resolvi postar algumas ideias que já cruzaram meus pensamentos.

Direitos iguais. Ah que célebre frase dita tantas vezes pelas mulheres de 1975 (e gerações anteriores e posteriores a esta). Não é a toa que, devido a este fato, no dia 8 de Março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. Todos sabem disso. O dia 15 de Julho é o Dia do Homem. Isso a Boticário sabia e tentou alavancar as vendas fazendo propaganda e tudo mais. Não deu certo. Mas tá aí, Dia do Homem - direitos iguais. Nada contra isso. Alguns pensam: Pra que dia do homem se todos os outros 364 dias são nossos. E algumas pensam: Que palhaçada esse dia do homem. Assim um gênero brinca com o outro e seguem suas vidas. Mas por que não um dia especialmente para o homem?

Homens, imaginem que legal seria se no dia 15 de Julho você entrasse nas Lojas Americanas e ganhasse um presentinho. Porque é isso que acontece para as mulheres no dia 8 de Março. E se no Dia do Homem a mulher te levasse para jantar, pagasse tudo e fizesse uma massagem em você enquanto você joga videogame na sala? Vai me dizer, você, homem, não gostaria que existisse um dia assim? Alguma vez já existiu? Não, pois elas querem direitos iguais. O que você faz no dia delas? Não leva pra jantar, traz um mimo pra ela, diz o quanto ela é linda e o quanto você a ama? Também quero direitos iguais no dia do homem.

Mas é aí que as mulheres começam a ficar com raiva. Até imagino as possíveis desculpas pra não se ter um Dia do Homem no ano. As respostas são inúmeras desde "homem não é romântico e mulher é, por isso que uma vez no ano tem de haver um dia para as mulheres" até outras sem fundamento como "porque a gente merece, nós somos boas com os homens". Se o cara não é bom com você, tenha amor próprio e chuta o traseiro dele. Ou você atura o cara 363 dias no ano para que em Março ele te dê um bombom e em Julho ele te dê flores? Ridículo, no mínimo.

Homens 1 X 0 Mulheres.

Alguma vez você já ouviu alguma mulher dizendo que vida de homem é bem mais fácil e que gostaria de ser homem as vezes? Mulher pode falar isso que não pega mal e ainda vem com a desculpa de que é porque homem pode fazer xixi em qualquer lugar, ou que não tem cólicas. Confesso que é uma maravilha poder fazer xixi em pé no mato a poucos metros de uma festa e que cólicas devem ser terríveis, mas o fato é que homens são diferentes de mulheres e, na minha visão (e de algumas mulheres também) algumas vezes pra melhor. Exemplo disso é a amizade entre homens e a amizade entre mulheres.



Se existem várias piadas assim é porque a história mostra que isso aconteceu muitas vezes para se tornar uma verdade geral. Sempre há exceções, mas não venha me dizer que isso não acontece.



Eu e meu melhor amigo também somos um exemplo do porquê ser homem é mais fácil que mulher. Em inúmeras ocasiões eu escolhi estar com uma mulher do que conversar com ele, ele também já fez essa escolha várias vezes. Tá bom, acho que isso até mulheres fazem. Mas o que mulher não admite e que homem não acha nada de anormal é o cara dar em cima da menina que o amigo acha bonita. Normal. Tem mulher por aí que fica sem conversar com a amiga por algum tempo só porque ela deu em cima do menino que ela achava gato. A contrapartida das mulheres nesse caso é "mas homem é tudo puto, eles pegam qualquer uma que venha pra cima deles". PORRA! Se o homem pega qualquer coisa que venha pra cima deles e você quer pegar o cara, vai pra cima dele porra! Direitos iguais! Ou você ainda vive no século passado que só homens dão em cima de mulheres e você tem que ficar de coitadinha olhando pra ele do outro lado do bar enquanto outra mais rapidinha vai até ele e inicia uma conversa. Qualquer homem coleciona (infelizmente) inúmeros foras de mulheres e não há vergonha nenhuma em dizer isso. Você tem vergonha de levar um fora de um homem? Os homens depois ficam tirando sarro de como foram burros e falaram coisas erradas quando chegaram numa determinada mulher no bar, você vai fazer o quê se levar um fora de um homem? Acho digno continuar a contagem depois desta.

Homens 2 X 0 Mulheres

Piada machista: Quantos homens são necessários para abrir uma cerveja?
Resposta machista: Nenhuma, a mulher já deve trazer a cerveja aberta.


Eu sei que isso nunca irá existir e que as exigências são mais do que nós oferecemos a vocês mulheres nos seus dias de tpm, mas eu peço 200, vocês baixam para 100 e chegamos a um acordo nos 150. Direitos iguais! Só isso que nós queremos, assim como vocês, certo?

Claro que o homem não é só coisa boa. Há coisas ruins nele também. Mas eu não tô aqui pra falar mal de nós, estou aqui para gritar o que muitos homens já haviam pensado em alguma momento da sua vida. Eu sei que as mulheres exigiam melhores condições de vida naquela época, sei que hoje elas ainda ganham menos do que homens ocupando o mesmo cargo. Briguem por isso então. Não quero que profissão se misture com assuntos pessoais, e veja que aqui apenas abordei os assuntos pessoais entre homens e mulheres.

Se exigem de nós o cavalheirismo, exijo das mulheres o damalheirismo.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Quem dormiu durante o jogo da seleção levanta a mão! \o/

Ronaldo Fenômeno finalmente diz adeus à seleção canarinho. Entre lágrimas e sorrisos, eu quase dormir durante a performance da seleção de Mano Menezes. Você também né? Pode falar a verdade, sem vergonha de ser feliz.

O time entrou em campo sem Ramires. Parece que Mano não gosta de jogadores que levam cartões vermelhos, vide Hernanes na sua última participação com a camisa amarela. Mudou muitos jogadores, menos Neymar, Robinho e Fred. Esses últimos dois nomes poderiam nem estar na lista.

Ronaldo entrou aos 30 minutos no lugar de Fred e, pasmem, deu muito mais trabalho para o adversário que o atacante do Fluminense. Ronaldo teve 3 chances claras de fazer gol. Um dos chutes, livre de marcação, saiu completamente torto, enquanto os outros dois pararam nas mãos do goleiro Tatarusanu. Que pena, teria sido uma ótima despedida do fofucho. Fred teve quantas chances de gol mesmo? Ah é, ele fez o gol, mas graças a Neymar que driblou o goleiro e a falha dos 2 zagueiros que fecharam a trave ao invés marcar o atacante. Ou seja, em 15 minutos, Ronaldo fez o que Fred não fez em 30. Camisa pesa hein seu Ronaldo.

Segundo tempo começa e Nilmar entra no lugar do fenômeno. Ele que sempre jogou bem com a camisa da seleção e carrega o time do Villarreal nas costas, não conseguiu penetrar na defesa romena, mas tentou e muito. Ronaldo foi melhor que Fred pois sabe se posicionar muito bem, coisa que nenhum jogador atual da seleção sabe fazer, Nilmar criou oportunidades no ataque e levou o time pra frente. Fica a pergunta: "O que Fred está fazendo na seleção?"

O melhor em campo, na minha opinião, foi Jádson do time ucraniano Shakhtar Donetsk. Ótima visão de campo e passes precisos o tornaram o centro das atenções de todas tentativas de ataque.

Em resumo, o time brasileiro deixou a desejar. Não foi objetivo, não criou muitas chances de gol, exceto as do Ronaldo, e não chutou muito à meta. Ah, o time romeno ainda mandou uma bola na trave em cobrança de falta. Ou seja, a seleção brasileira quase empatou, o que poderia complicar a vida de Mano Menezes.

Abaixo vou escalar o que seria a melhor seleção brasileira para os jogos atuais. Me baseei apenas naqueles que já vestiram a camisa brasileira.


Pelo menos com essa seleção, o time iria atacar até cansar, com Marcelo e Dani Alves nas laterais. David Luiz e Thiago Silva é a melhor defesa possível. Só não coloquei Lúcio pois está velho, apesar de ainda ser o melhor defensor do planeta.

Lucas é um ótimo desarmador e marcador, alem de levar a bola até o ataque quando necessário. Ganso e Hernanes tem seus passes precisos, a visão de jogo, e chutam bem de fora da área. Jádson é o meia atacante que, além de passar a bola, também dribla com objetividade.

No ataque temos Neymar, mais ponta esquerda do que atacante, para fazer o que ele sabe de melhor, driblar os zagueiros e procurar pelo passe ou pelo chute a gol. Pato é o jogador de área que vinha atuando muito bem no Milan até se machucar. Pato, com 1,80m de altura e com boa agilidade, mostra que não precisa ser um gigante para fazer a diferença na área.

O Brasil precisa de jogadores mais "coringas" como Pato e Daniel Alves. Já é passado contratar um atacante alto para ser jogador de área e um mais habilidoso para ser o segundo atacante. Ronaldo, que falta você vai fazer na seleção.

Ps: A seleção nunca atua bem quando joga em território nacional. O que esperar da Copa de 2014?